O próximo passo é uma conversa sobre a sua carteira: quais precatórios você tem, quem é o devedor e o que dá para negociar em cada um.
Não é falta de dedicação de ninguém. Operação financeira não faz parte da formação jurídica, e ninguém ensinou isso na faculdade.
Ganhou a causa, deu a notícia da vitória, virou o herói. Aí o cliente pergunta: cadê o meu dinheiro? E a história costuma seguir assim:
Existe o advogado tradicional, o arroz com feijão, que ganha a causa, separa os honorários e espera a fila de até dez anos. E existe o advogado que negocia, com o devedor pelo edital ou com um fundo, e cobra por isso. Tudo o que eu ensino mora no segundo, em quatro passos.
Você levanta o que já tem na carteira, crédito por crédito e devedor por devedor. Antes de negociar qualquer coisa, você sabe o que tem.
Você confere a conta e diz quanto aquele crédito vale hoje. Essa competência é do advogado, e é por isso que nada funciona sem ele.
A negociação: com o devedor, quando o edital abre, uma vez por ano, ou com um fundo, que dá liquidez ao credor.
Contrato, cessão e a sua remuneração prevista por escrito, até o dinheiro cair na conta.
Não é aula de panorama de mercado. É mentoria em grupo, e o caso que se estuda é o precatório que você já tem, com a conta feita em cima dele.
Você entra como o corretor de imóveis da operação: avalia o crédito, valida juridicamente, diz se o precatório é quente e faz a ponte com quem compra.
Sócia da VIP Precatórios, a operação que compra e antecipa precatório. Ela traz o olhar de quem compra: segurança jurídica e crédito sem pendência.
O time do Gustavo olha a sua carteira caso a caso e explica como funciona a negociação com o devedor e com o fundo.
Quantos precatórios, de qual ente devedor e o valor aproximado de cada um. Não precisa preparar mais nada.
Com o valor na mesa, sem enrolação.
Na própria conversa, e sai com o diagnóstico da sua carteira do mesmo jeito.
A comissão de intermediação segue a régua do mercado, e na reunião eu mostro como ela é calculada e onde ela se perde. Não é promessa de quanto você vai ganhar.
Não. Isso não é sobre comprar crédito, é sobre negociar. Você avalia, valida juridicamente, diz se o precatório é quente e faz a ponte com o fundo, como o corretor de imóveis da operação.
Serve. Quem ainda não tem carteira entra como analista da operação, sem capital próprio, avaliando o crédito e fazendo a interface com quem compra.
Operação financeira não faz parte da formação jurídica, é verdade. Só que nada funciona sem o advogado: é ele que origina, forma, cadastra e diz se o crédito é válido.
A desconfiança é sadia. O maior comprador de precatório do país é banco, e banco não entra em furada. E o precatório é reconhecido pelo juiz, não tem como voltar atrás.
Um crédito de 100 não vale 100 hoje. Se o horizonte de recebimento cobra um deságio de 25, ele vale 75. O cliente escolhe entre receber antes ou esperar a fila, e hoje ele já perde essa diferença para o fundo, só que sem você no meio.
Formar precatório do zero leva de seis a oito anos. Negociar o que já está formado é outra coisa: a operação leva cerca de três horas de trabalho e o dinheiro cai em torno de uma semana.
Não, e desconfie de quem garantir. Cada crédito é analisado por si, e quem decide comprar é o fundo.
O programa e o investimento são apresentados na reunião, com o valor na mesa.
O próximo passo é uma conversa com o time do Gustavo sobre a sua carteira, e o contato vem pelos dados que você deixou na ficha. Enquanto isso, separe a lista dos seus precatórios: quantos são, qual o ente devedor e o valor aproximado de cada um. É com essa lista na mão que a conversa rende.